Democracia e o Populismo

Pesquisas de boca de urna apontam vitória apertada de Silvio Berlusconi na Itália o que mostra que o fenômeno do populismo não é algo restrito a paises pobres de população majoritariamente miserável e ignorante, mas sim uma brecha de uma democracia que nos tempos de globalização se mostra insuficiente para o crescimento dos paises, acentuando a diferenças entre desenvolvidos e subdesenvolvidos.

 

A política populista caracteriza-se menos por um conteúdo determinado do que por um “modo” de exercício do poder, através de uma combinação de plebeísmo, autoritarismo e dominação carismática. Sua característica básica é o contato direto entre as massas urbanas e o líder carismático, supostamente sem a intermediação de partidos ou corporações. Para ser eleito e governar, o líder populista procura estabelecer um vínculo emocional, e não racional, com o “povo”. Isso implica num sistema de políticas ou métodos para o aliciamento das classes sociais de menor poder aquisitivo, além da classe média urbana, como forma de angariar votos e prestígio através da simpatia daquelas.

 

Em outras palavras não existem ideologias e planos de médio e longo prazo que visem um projeto maior de desenvolvimento da nação. Os representantes nada mais são que pop stars, carismáticos e egocêntricos que se utilizam do imediatismo e paliativos que contenta a massa que o apóia.

Assim se cria também um movimento social interessante já que surgem duas classes políticas radicalmente distintas, aquelas a favor do representante e aqueles que se opõem, fazendo das eleições um “plebiscito” velado fantasiado de democracia representativa. Surge também um movimento cultural complicado que intui as pessoas a pensarem que o fato dele ser pobre é culpa daqueles que são ricos, sem pensar que uma pessoa pode ser abonada simplesmente porque trabalhou duro, arriscou, teve sorte e agora colhe os frutos. Gera também um sentimento de que “se esta bom para mim dane-se o outro” e assim cada pessoa se torna uma ilha.

 

Assim países que se utilizam do populismo como forma de girar a politica estão fadados a estagnação e a eterna promessa de crescimento que advém a cada campanha eleitoral. Há muito deixei de crer na democracia como regime de governo porque vem sempre associado ao populismo e a burocracia que emperra o desenvolvimento, basta ver que toda a infra estrutura disponível na América Latina onde o populismo é muito forte vem do tempo da ditadura. A Itália outro pais populista é aquela que mais perdeu com o Euro e agora esta em vias de substituir Portugal no posto de quintal da Europa. Já a China e a Índia onde não existe a democracia, são aqueles que mais crescem no mundo, os Emirados Árabes criaram em menos de 15 anos um verdadeiro oásis no deserto se preparando para o fim do petróleo.

 

Não faço apologia a ditadura, mas sou sim favorável a um sistema de governo centralizado em uma pessoa que governe por 8 ou10 anos e que certo ou errado mova o Estado em um sentido ideológico e estruturado, perdendo menos tempo com política e burocracia e mais com planos e ações que bem ou mal mudem a vida das pessoas a ficar assim estagnado e desesperançado.

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