Finais dos Estaduais

Por Alberto Helena Jr.

PALMEIRAS, DE MARCOS E HENRIQUE

Não, não está nada decidido. Mas, quase: com a vitória por 1 a 0 sobre a Ponte, no Majestoso, o Palmeiras está bem próximo do título paulista, uma taça que busca há bom tempo.

E venceu com méritos, pois foi, na maior parte do tempo, melhor, ou, pelo menos mais agressivo, do que a Ponte, que caiu num equívoco concepcional ao se ver desprovido de seus dois meias de articulação – Elias e Renato, que podem fazer a diferença no jogo de volta, apesar da grande vantagem obtida pelo verdão.

Por falta de outra alternativa ou por ter caído na armadilha de que três atacantes natos bastam para fazer um time ofensivo, a Ponte armou-se com três volantes de contenção, e não conseguiu sair do embrulho, a não ser no segundo tempo, quando Sérgio Guedes substituiu o lateral Raulen pelo meia Giualiano.

Mas, aí, o placar já favorecia o Verdão, que abriu a contagem aos 20 minutos do primeiro tempo, numa cabeçada fulminante de Kleber, em cobrança de córner de Leandro pela direita.
Apesar do domínio verde,porém, além da excelente postura de sua defesa, a começar com Pierre e terminando em Henrique, impecável, Marcos foi um dos grandes destaques do jogo, com meia dúzia de defesas providenciais, o que revela o poder da Macaca, ainda que tão desfalcada.

De qualquer forma, é evidente que esse Palmeiras carrega na testa a estrela de campeão. Pode até perder por dois gols de diferença no jogo do Palestra, pois a Ponte tem time pra isso, e morrer na praia.

Contudo, se há um time que merece a taça esse time é o Palmeiras, que sabe jogar e sabe como evitar o adversário de fazê-lo.

Que mais se pode exigir de um time?

MASSACRE AZUL

Bem que disse aqui: o clássico de Minas seria o mais gostoso de se ver. E foi. Pelo menos, para os cruzeirenses, que puderam ver seu time aplicar uma goleada histórica sobre o mais ferrenho e tradicional rival – o Atlético.

É verdade que o Galo, no início, tocando a bola, conseguiu transmitir a impressão de que poderia criar um novo cenário na decisão mineira. Mas, logo o Cruzeiro tomou conta da partida, e foi construindo um placar implausível: 5 a 0. Placar que praticamente lhe joga no colo o título mineiro, a não ser que o Galo consiga algo um pouco além do milagre, no jogo da volta.

E assim o Cruzeiro vai fechando sua primeira metade da temporada em alto estilo.

Cabe ao Galo não perder o rumo, porém.

TARDELLI PARA OBINA, GOL!

Essa relação da torcida do Flamengo com Obina é mágica, embora não inusitada. É muito comum jogadores desse estilo tosco, às vezes patético no contato com a bola, despertarem no torcedor ou ódio profundo, ou amor sem fim, ainda que tocada por um tom de ironia.

Por isso mesmo, tinha de ser Obina o autor do gol da vitória do Flamengo sobre o Botafogo, no primeiro jogo da decisão do título carioca.

No outro extremo está Diego Tardelli, que não desperta paixão alguma, muito menos aos pragmáticos treinadores. Frio, sonso, de técnica mais esmerada e habilidade insuspeitada, Tardelli é daqueles jogadores em quem ninguém bota uma ficha sequer.

É tudo imagem. Obina é o guerreiro, o cangaceiro, o sertanejo forte, ingênuo e destemido, que perambula no limite do absurdo. Tardelli é o malandrinho, um tanto vago, irresponsável, que, de repente, faz a jogada genial.

Técnico nenhum, por sua própria natureza, acredita píamente em nenhum dos dois.

Pois, ambos decidiram o jogo contra o Botafogo, na primeira metade do caminho para o título carioca. Tardelli, lançada pela direita, limpou e cruzou na medida para Obina, sozinho, empurrar às redes do Botafogo.

Dos enjeitados e amados é o reino dos céus.

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