Confusão em Recife..

Os jornais europeus dessa segunda-feira noticiam a confusão ocorrida no jogo entre Náutico e Botafogo válido pelo Campeonato Brasileiro, aproveitando para alfinetar a capacidade do Brasil em organizar uma copa do mundo, como se confusão em estádio de futebol fosse apenas uma particularidade do futebol Sul-Americano, esquecendo-se das trapalhadas do Matterazzi, da voadora do Cantona em um torcedor, a fratura exposta na perna do brasileiro Eduardo do Arsenal, os gritos racistas contra jogadores negros do futebol espanhol, a brigas entre torcedores no jogo entre Milan e Atalanta e tantos outros inúmeros exemplos de má conduta vindos do Velho Continente.

O problema não é o que noticiam os jornais mas efetivamente o que aconteceu naquele jogo, um país preste a sedear uma copa do mundo não pode usar o batalhão de choque para fazer a segurança dos estádios. Lugar de policial é nas ruas evitando crimes e não em estádio de futebol. Eles não são treinados pra este tipo de evento e desconhecem o fator emoção quando dos conflitos dentro de campo. Não consigo entender porque a segurança dos estádios tem que ser feito pela policia e nos teatros, cinemas e discotecas, não.

É óbvio que no calor da disputa um jogador de futebol que acaba de ser expulso de campo não tratará um policial por vossa senhoria, e em um país onde os bandidos dão as cartas fica até ridículo prender um jogador por desacato à autoridade. Podemos então falar dos gestos obscenos à torcida filmados pelas câmeras de televisão, isso é motivo para prisão? Quando o Romário fez isso no Maracanã era irreverência agora com o André Luis é passível de prisão. Desculpem mas para todo o problema causado pelo jogador do Botafogo existe uma punição no código de justiça desportiva basta julgá-lo de forma idônea e exemplar para que outros pensem duas vezes antes de causar dentro de campo.

Na Europa há muito se aboliu o policiamento nos estádios e olha que nem divisória entre o campo e a torcida existe, o clube mandante é obrigado a manter um grupo de seguranças treinados chamados Steward espalhados por todo o perímetro do campo, nas arquibancadas, controlando a bilheteria e organizando a entrada, a policia mantém apenas uma delegacia para fazer valer a lei e assim funciona muito bem, porque cada um faz sua parte.

O Brasil não entendeu ainda que a copa do mundo não se faz só com estádios, hotéis e transporte, mas com a educação do povo dentro e fora do estádio e para isso a lei deve ser severa, punitiva e educativa. Não adianta pensar nisso às vésperas do evento ou passaremos vergonha.

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